11 de abril de 2009

Nova Jerusalém!


Este ano, resolvi ir assistir ao espetáculo da Paixão de Cristo em Nova Jerusalém, Fazenda Nova, Brejo da Madre de Deus, PE (meldels... quanto nome pra identificar um único lugar. Decifrando: Nova Jerusalém -->É o Teatro onde acontece o espetáculo; Fazenda Nova -->Nome do Distrito onde o Teatro fica; Brejo da Madre de Deus --> É o Município onde fica Fazenda Nova. Mas, seguindo o rumo de qualquer um destes, a gente chega lá).

Já tinha visto o espetáculo algumas vezes quando era pequena. Não lembro se já tinha ido alguma vez depois de adulta... Definitivamente não, pois desta vez achei tão fácil de assistir às cenas... As lembranças, que eu tinha do espetáculo, eram de pessoas na minha frente e sempre muita dificuldade pra ver algo, e digamos que eu não me tornei a pessoa mais alta do mundo!

Mas enfim, saí de Recife, rumo ao agreste, pela manhã, pronta pra dirigir os quase 200 Km que separam Recife de Brejo (o que se eu tivesse parado pra pensar, não teria feito, pois que pessoa, em sã consciência, resolve dirigir +/- 200 km de ida, passar mais de 3 horas em pé, pra lá e pra cá, e dirigir mais 200 km de volta, tarde da noite?).
Mas, eu fui! E o que eu vi:


A estrada: Como passamos anos e anos sem a BR-232 duplicada? Que diferença faz! Sem engarrafamentos, sem buracos na pista e boa sinalização, rapidinho chegamos em Caruaru, a 135 Km de Recife, (não conta eu ter pego a entrada errada de Caruaru e ter passado por dentro da cidade pra chegar na BR-104 (que liga Caruaru a Brejo). Um motorista mais orientado não erra a entrada, pois mesmo vendo a placa “Nova Jerusalém em frente”, resolvi seguir a placa “Caruaru à direita”.

A parada: Paramos pra almoçar entre Caruaru e Brejo, no Pólo Comercial de Caruaru, que fica na BR-104, o que é bem conveniente, pois tem um amplo estacionamento e fica a apenas uns 40 Km de Nova Jerusalém (saindo do Pólo, depois de uns 20 Km, se deve pegar a PE-145 no Trevo do Cangaceiro de Pedra, e percorrer mais 22 KM até Nova Jerusalém). Que lugar longe da pleeeeura...

Pausa para elogiar: Que super organização da Polícia Rodoviária. Tanto na chegada quanto na saída, depois do espetáculo. Tudo sinalizado, fiscalizado e organizado. Com segurança de sem dificuldades!

O teatro: Chegamos umas 16:30h em Fazenda Nova. O estacionamento é imenso e não tivemos nenhuma dificuldade pra estacionar. Como os portões do teatro já estavam abertos, resolvemos entrar e esperar lá dentro o início do espetáculo (que começa pontualmente às 18:00h, se a chuva deixar). A grandeza do lugar é uma coisa impressionante (merecido o título de maior teatro ao ar livre do mundo) e fora a chuva que se aproximava (yeeesss, compramos capas de chuva quando estacionamos o carro), a espera pelo começo foi tranquila. A chuva caiu antes do início, mas depois dela, veio a lua cheia, o que foi um espetáculo à parte. E eu me pergunto: por que não se faz shows naquele lugar? Seria perfeito! Ideal! Deveria haver um festival (de rock, claro!) lá.


O espetáculo: Sem comentários... perfeito! A história, todo mundo conhece. A trilha sonora, excelente (a mesma de quando eu era pequena, e talvez isso me faça a achar excelente. Faz parte de mim). A execução, impecável. 50 atores, mais de 500 figurantes. Só mesmo 42 anos de experiência pra fazer que uma coisa grandiosa dessas funcione tão bem. E tudo é totalmente sincronizado. Hummm... talvez a história contada tenha a ver com isso tb :))

Pausa para elogiar 2:
Que super decente o tratamento dado aos cadeirantes. Existem pessoas designadas a acompanhá-los durante todo o espetáculo (2, por cadeirante), lugar isolado para eles ficarem com suas cadeiras e deslocamento entre as cenas garantido (a cena seguinte só iniciava quando todos os cadeirantes haviam chegados e estavam acomodados no local).
O público: Incrível. O silêncio durante as cenas é realmente surpreendente. O deslocamento entre as cenas é feito de uma maneira que só vendo pra crer – 10.000 pessoas (adultos, crianças e velhinhos), andando ao mesmo tempo, por 9 palcos diferentes, durante mais de 3 horas, e tudo dá certo. Sem ensaios! Sem brigas! Apenas com milhares de câmeras e filmadoras pra registrar tudo o que acontece (e os atores globais, claro!).
Enfim, depois de 200 km de estrada, mais de 3 horas de espetáculo com cenários incríveis, roupas da época (adorei a Biga e as sandálias gladiadoras) e multidão emocionada com a ressurreição, peguei novamente a estrada, voltei os 200 km dirigindo e cheguei em casa após a meia-noite. Exausta, feliz por ter ido, e com o pensamento de um dia, talvez, assistir novamente ao espetáculo.
E sem dirigir, da próxima vez.

5 comentários:

Pavarini on 12 de abril de 2009 11:02 disse...

querida,

acabei de descobrir que seu blog ainda não estava na lista de links do meu. falha corrigida! =)

big abraço e feliz páscoa.

Rocha on 12 de abril de 2009 16:50 disse...

Maaaassa, Robi!

De muita utilidade esse seu post, especialmente a parte dos cadeirantes, pois tenho MUITA vontade de levar "minhas velhinhas" (juntas são mais de 150 anos!) mas não vejo como elas resistiriam aos deslocamentos. Quem sabe as cadeiras não sejam a solução?

Quanto ao silêncio durante as cenas, confesso que fiquei surpreso. A idéia que me vem sempre a mente é "O Jesus Global" sendo açoitado ao som de "Gostoso! Lindo!"

Quem sabe este post não mude meus conceitos, humm?

Robi on 12 de abril de 2009 20:44 disse...

Nobilis, li em algum lugar que existe um dia especial do espetáculo apenas para pessoas com dificuldade de locomoçao. São vendidos apenas metades dos ingressos e disponibilizadas 200 cadeiras de rodas (em dias normais são 50). E digamos que deslocar cadeiras de rodas naquele piso de areia, pedra, ladeiras e escadarias não é a coisa mais fácil de se fazer. Quanto ao silêncio, realmente me surpreendeu. Também achei que ouviria gritos e histerias, mas não. ;)

Paulinha disse...

Oi Robi,
Lindo sua descrição, mas detalhada impossível,kkk. Eu também amei ter ido a muito tempo atrás e quero ir novamente depois com meus pimpolhos!
BJS
Paulinha

Marcio C on 13 de abril de 2009 19:28 disse...

Robi, faltou dizer que PE significa Pernambuco, o estado em que fica Brejo da Madre de Deus. :P

Essa de entrar em Caruaru, só tu mesmo! :D

A idéia de um festival de rock lá me pareceu muito interessante. Realmente, uma boa pedida.

Nohab, essa do Jesus sendo açoitado ao som de lindo! e gostoso! foi hilária.

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